| |
E precisam os ingleses falarem isso pra alguém escutar!!!!
05/06/2009 - 06h14
Para 'Economist', má qualidade da educação 'freia' desenvolvimento do Brasil
Um artigo na edição mais recente da revista britânica The Economist traça um panorama da situação da educação no Brasil e afirma que a má qualidade das escolas, "talvez mais do que qualquer outra coisa", é o que "freia" o desenvolvimento do país.
Citando os maus resultados do Brasil no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), realizado a cada três anos pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a revista afirma que, apesar dos grandes investimentos e progressos em setores como política e economia, em termos de educação, o país está "bem abaixo de muitos outros países em desenvolvimento".
A publicação compara a situação brasileira à da Coreia do Sul, que apresenta bons resultados no Pisa.
"Até a década de 1970, a Coreia do Sul era praticamente tão próspera quanto o Brasil, mas, ajudada por seu sistema escolar superior, ela saltou à frente e agora tem uma renda per capita cerca de quatro vezes maior".
Sindicatos Para a revista, entre os principais motivos para a má qualidade da educação no país está o fato de muitos professores faltarem por diversas vezes às aulas e os altos índices de repetência, que estimulam a evasão escolar.
Na opinião da Economist, o governo precisa investir mais na educação básica. "Assim como a Índia, o Brasil gasta muito com suas universidades ao invés de (gastar) com a alfabetização de crianças".
A publicação afirma ainda que o Brasil precisa de professores mais qualificados. "Muitos têm três ou quatro empregos diferentes e reclamam que as condições (de trabalho) são intimidadoras e os pagamentos baixos".
Afirmando que, apesar da situação, os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva conseguiram avanços - embora vagarosos - no setor, a revista afirma que os sindicatos de professores "representam um grande obstáculo para melhorias".
"Quase qualquer coisa que atrapalhe sua paz causa greves", afirma a publicação britânica, dizendo que o sindicato dos professores do Estado de São Paulo, por exemplo, se opôs "a uma proposta que obrigava os novos professores a fazerem testes para assegurar que são qualificados".
A Economist defende que a receita para melhorar a educação no país seria "continuar reformando o sistema escolar, enfrentar os sindicatos dos professores e gastar mais em educação básica".
"A conquista do mundo - mesmo a amigável e sem confrontos que o Brasil busca - não virá para um país onde 45% dos chefes de famílias pobres têm menos de um ano de escolaridade", diz a publicação.
Escrito por O Lobo às 8h33 AM
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
A vez da voz!
Os acontecimentos dos últimos dias no nosso tão consagrado Congresso Nacional vem trazer a todos nós um sentimento misto de perplexidade e de revolta! Deputados e Senadores demonstram, com suas atitudes, uma desconexão total com suas palavras e com o que a sociedade espera de seus representantes! Vossas excelências tratam a coisa pública (que diga-se de passagem é de todos nós) com total descaso e absoluta falta de senso ético. Esbanjam o dinheiro público como se ele fosse algo infindável e feito para a esbornia daqueles que deveriam ser os defensores do povo! Primeiro tivemos o caso do malfado castelo de Minas Gerais, onde seu dono, Deputado Edmar Moreira usou mais de 140 mil reais da verba a que tem direito para pagamento de segurança privada! Até aí, nenhuma novidade ou fato causador de estranheza. Ocorre que, coincidentemente, as empresas que prestavam serviços ao nobre parlamentar eram de sua propriedade! O pior de tudo não chegou! Vem o nobre sujeito e afirma que nada do que fez é ilegal! Ok... Vamos refletir um pouco sobre o legal, o ilegal, o moral e o amoral! Pode até ser que o ato praticado pelo casteleiro parlamentar não tenha, em si, nada de ilegal, mas de toda sorte, valeria a simples pergunta: seria moral o parlamentar gastar o dinheiro público com empresas de sua propriedade?? As leis são feitas por homens e, como tal, são sujeitas às imperfeições inerentes aos seus criadores. Acharmos que, pelo fato da lei permitir, estamos corretos é uma posição tão cômoda como hipócrita! Permitam-me dizer... Nossos representantes não nos representam... Representam seus interesses e seus bolsos! É degradante pensar que elegemos homens que não se dão ao respeito e não respeitam o povo que confiou em suas propostas tão cristalinas quanto falsas. Mais do que seguir as leis, estes representantes do povo brasileiro deveriam seguir a vontade daqueles que os elegeram. Deveriam pautar-se mais pela ética e pela moral do que pela letra da lei! Como já disse um dia o mestre nazareno, a letra mata, o espírito vivifica! Mais do que interpretar a lei, estes nobres representantes da vontade popular deveriam se preocupar em interpretar a vontade e a necessidade de seus representados! Os anseios da nação! Deveriam buscar, em todos os seus atos, e não apenas nas palavras, atender às necessidades geradas pela sociedade, dando a esta um retorno ao investimento que faz com a manutenção do sistema que os abriga! Ao contrário disso, inúmeros casos de improbidade no uso do dinheiro público são anunciados por uma imprensa cada dia mais investigativa! A imprensa vem sendo, tresloucadamente, acusada de seu incitadora da disccórdia! Absurda afirmação daqueles que querem desviar a atenção de seus erros para esvair a opinião pública e tentar, dessa forma, aliviar o pesa das acusações que lhes caem nos ombros! Mas a sociedade esclarecida sabe que, apesar desses senhores tentarem essa dissimulação, contra os fatos não há argumentos! Não há como esconder debaixo do tapete sujeiras tão incontestáveis como as que vem aparecendo... Acusa-se a imprensa de buscar pelo em ovo, mas não se preocupam em não criarem os pelos. Fazem e desfazem com a coisa pública, maltratam-na de forma absurda e abusiva e querem que a sociedade, e a imprensa, fiquem assistindo a esse deprimente espetáculo de horrores de forma passiva e muda! Não bastasse isso, outro piquenique desvendado foi o uso desregrado e desmesurado de passagens aéreas às custas da união (leia-se, do nosso suor de trabalhadores e contribuintes, pagantes de impostos). Cada dia mais deputados são arrolados na linhas desse infindável novelo de falcatruas. Até mesmo os mais idôneos, dessa vez, não se safaram... Saíram respingados pela lama da improbidade e do descabimento! Familiares, amigos, namoradas, amantes, corruptos, corruptores, até mesmo times de futebol foram carreados de avião para cima e para baixo numa festa espúria injustificável e indecente! Nada se pode alegar em defesa desse gasto impróprio do dinheiro do contribuinte... Mas, sob a alegação de estarem dentro da lei, esse impiedosos parlamentares usaram como quiseram as passagens aéreas, presenteando a quem lhes conviesse, ou pior, a quem lhes trouxesse melhor retorno. Novamente volta à tona a discussão entre o legal e o moral! Mas, como estes eleitos, que se consideram ungidos e intocáveis, não pensam no povo e literalmente estão “se lixando para a opinião pública” conforme declarações dadas no decorrer do dia de ontem. Quando ouvimos algo desta estirpe, devíamos parar e pensar no fato mais detidamente. Um parlamentar que é eleito pelo voto popular, depende do povo para exercer sua representatividade e desfere palavras dessas em público, ou não está em estado normal de consciência ou realmente está alheio à real função que exerce no cenário político nacional! É de gente como essa, Deputado Sérgio Moraes, que o povo brasileiro necessita se livrar totalmente, não permitindo que ele deboche dessa forma dos detentores de seu mandato! Atitudes como estas, desse desqualificado senhor, só demonstra sua total falta de senso nacionalista e total desrespeito às bases da democracia brasileira. O povo brasileiro tem duas opções em momentos como este! Calar-se frente a toda essa sujeira fétida e asquerosa ou, diante de tudo isso, levantar-se em uníssono contra o descaso e a gastança! O levante, antes que outros me entendam mal, deverá ser pacífico e silencioso! Nada de armas em punho! Não, isso nos faria imbecis iguais a estes que combatemos! Nossas armas devem ser a inteligência e o voto! Nossa voz deverá ser a expressão de nossa vontade nas urnas, removendo definitivamente cânceres como estes deputados que tanto enojam a nação brasileira. Calemo-nos ou levantemo-nos! Nossa opção depende do que queremos para nós, brasileiros contribuintes e lisos em nossas atitudes! Levantemos nossa voz, pois é chegada nossa vez!!!
Escrito por O Lobo às 5h27 PM
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Professor nota zero
Dos 214 mil professores que se submeteram à prova da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, 3.000 tiraram zero: não acertaram uma única sobre a matéria que dão ou deveriam dar em sala de aula. Apenas 111, o que é estatisticamente irrelevante, tiraram nota dez. Os números finais ainda não foram tabulados, mas recebo a informação que pelo menos metade dos professores ficaria abaixo de cinco. Essa prova tocou no coração do problema do ensino no Brasil, o resto é detalhe.
Como esperar que um aluno de um professor que tira nota ruim ou mediana possa ter bom desempenho? Impossível. Se fosse para levar a sério a educação, provas desse tipo deveriam ser periódicas em toda a rede (assim como os alunos também são submetidos a provas). Quem não passasse deveria ser afastado para receber um curso de capacitação para tentar se habilitar a voltar para a escola. A obrigação do poder público é divulgar as listas com as notas para que os pais saibam na mão de quem estão seus filhos. Mas a culpa, vamos reconhecer, não é só do professor. O maior culpado é o poder público que oferece baixos salários e das universidades que não conseguem preparar os docentes. Para completar, os sindicatos preferem proteger a mediocridade e se recusam a apoiar medidas que valorizem o mérito. O grande desafio brasileiro é atrair os talentos para as escolas públicas --sem isso, seremos sempre uma democracia capenga. Pelo número de professores reprovados na prova, vemos como essa meta está distante.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u500752.shtml E ainda o sindicato dos professores de São Paulo impetrou um mandadto de segurança anulando o resultado da prova... è brincadeira como o corporativismo se levanta em defesa da mediocridade e da ignorância. Difícil criar um país forte quando se tem este tipo de atitude de uma classe da qual se esperaria uma enorme preocupação pela qualidade! Professores imbecis só podem criar alunos ignorantes! E com isso o Brasil continua na lama!!!
Escrito por O Lobo às 8h14 AM
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|